CASA DO ESCRITOR ROGÉRIO CAVALCANTE

Rua Pastor Geremias, nº 65
Conjunto Universitário II, Quadra 23, Casa 21
Bairro Conjunto Universitário - Rio Branco - Acre
CEP 69.917-714



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SOU DO CEARÁ


                                                    Sou filho do sertão cearense,

minha terra, minha gente,

meu mundo caboclo,

matuto inocente.

E o meu coração,

de mato seco,

consola minh’alma

somente com o perfume

da flor de jurubeba.

E por mais que eu beba

do sal da terra quente,

por mais que eu chore

dele encontrar-me ausente,

não adianta nem pensar,

pois sou filho do sol,

sou filho do mar,

sou filho da lua,

sou feito de luz,

sou do Ceará!

Toda a minha obra literária, constituída de livros de poemas, romances, contos, livro de história e dicionário, fazem parte de um acervo cultural aqui chamado de CASA DO ESCRITOR ROGÉRIO CAVALCANTE.

A minha obra literária está assim constituída:

1. Romances

     SIARÁ                               
ALÉM DO ARCO-ÍRIS      

  AQUIRYA

A ORIGEM DO ACRE

OS CAVALCANTES

     UM ÁLBUM DE FAMÍLIA

                                                                                         
2. Poemas

VIVALMA                         
     POESIA
                                                                                    

COLAR DE SEMENTES
                   POESIA

Os meus poemas estão inseridos nos livros
VIVALMA e COLAR DE SEMENTES.

Os meus poemas falam da minha terra e da minha gente, falam de amor, da vida moderna e do nosso dia-a-dia.

Alguns poemas:

SERENATA A FORTALEZA

Oh minha linda e grandiosa cidade,
acorda logo, abre as tuas janelas,
vem ouvir a cantiga que te faço
no compasso das vagas
que vadias te acariciam os braços,
no abraço da sereia
que do mar te espreita deslumbrada,
no orvalho da madrugada
em que o terral te cobre de beijos,
no desejo que da minha voz se espraia
de deitar por sobre a areia
de tão meigas e alvas praias
e na beleza do teu céu doirado
que te pastora por noite a dentro!

Oh minha amada e majestosa cidade,
vem ouvir neste momento,
o canto deste teu filho,
que ao violão em serenata,
no soar da brisa sobre a mata,
te canta e te namora
em enorme contentamento!

Vem despejar em mim agora
toda a luz que tu roubaste à lua!
Vem serena, faceira moça nua,
com teus encantos, nesta hora,
embalar-te nos meus versos,
ao romper da aurora
linda e deslumbrante,
de magna beleza que é só tua!

Teu céu, teu sol, teu mar,
tuas praias, teu chão, teu forró,
tudo em ti me faz sonhar!
Oh Fortaleza dos meus sonhos,
Fortaleza dos meus amores,
não deixes que eu de ti me vá,
sem que prove antes os teus sabores!

PEDRA BRANCA

Entre o rio Banabuiú
e a serra de Santa Rita,
deitada bem no meio do sertão,
cercada de mameleiros,
cheiro de manjericão,
enfeitada de coqueiros,
pousada de azulão,
desponta airosa, das
redondezas a mais linda,
Pedra Branca, flor dos olhos,
em tupi Itapetinga.

Oh esplendorosa terra querida,
que dos sertões garbosa se veste,
fazes que o filho de fato com vida
sussurre ao mundo tua alma cipreste.

E da tua calma profunda,
da tua beleza sem par,
das algarobas que sombreiam
toscas ruas a vagar,
do teu jeito simples, sereno,
de menina moça matuta,
tenho falta de tudo,
tudo que em ti existe!

E para mim nada é mais triste
do que viver longe de ti,
sem poder te abraçar assim,
tão bela e resplendente,
sem ver os teus dias e tuas noites,
teu céu e o sol poente,
oh saudosa, doirada lua,
linda terra onde nasci!


INHAMUNS

É o sol que resseca sem dó
a pele do mestiço ou a lua cor de prata
que vagueia por entre as matas
da minha terra natal nas noites de luarada!

O pouso livre da nambu
nos mameleiros desplumados,
durante as tardes ensolaradas,
desafiando o mais ágil caçador.

O canto suave do pintassilgo lá nas campinas,
o cheiro forte de mel vindo das usinas
ou o alarido longínquo e estridente dos guaxinins,
quebrando o silêncio dos canaviais!

É o sol que resseca sem dó
a pele do mestiço ou o bater do sino
na igreja toda de branco
nas agradáveis manhãs domingueiras,
as jubilosas festas matineiras
nos vilarejos e povoados,
os cantadores repentistas
nas praças e calçadas alojados
ou o canto de revolta do poeta desamado!

É o sol que resseca sem dó
a pele do mestiço ou a
viva voz do violeiro que toca e canta
os mais diversos encantos daquela plaga bendita.

Canta tanto, que o peito palpita,
ao tocar as notas sublimes
da canção tão bonita, tão bonita
que não quer mais parar!
Canta alto e canta forte,
a alegria, a tristeza, a vida ou a morte,
tudo que se possa imaginar!

Inhamuns, lúcida luz que vislumbra
por trás dos montes do Araripe!
Foi Deus que a quis assim tão ressequida,
porém tão bela, tão querida,
nunca a deixarei de amar!

 

TU

Talhas meu peito,
tomas minh'alma.
Trago meu leito
todo desfeito.

De amor sereno
me avivas, me acalmas.
Me deixas pleno
de amor sereno.

Talhas meu peito,
tomas minh'alma.
Quero teu leito
todo desfeito.

De amor sereno,
me avivas, me acalmas.
Te quero plena
de amor sereno.


A DESPEDIDA


Te olhando, olho no olho,
Quero apenas te dizer ,
Que uma nova vida começa,
Enquanto outra termina,
Tal qual um novo dia
Desponta no alvorecer
Ao findar de cada noite!

 

Somos feitos de corpo e alma
E, saudáveis ou não, passamos
Pelo tempo. Nele nascemos, crescemos
E também envelhecemos,
Até um dia nosso corpo esvair-se
E um novo ressurgir cheio de luz!

Mas na vida temos as nossas
Missões a cumprir e nossos
Rastros poderão ficar para sempre,
Poderão marcar para sempre
Os caminhos por onde trilhamos!

Eu não tenho nenhuma dúvida
De que um dia, no firmamento,
Sob a luz das minhas estrelas
Ou sob a luz do meu lindo arco-íris,
Poderemos até nos ver de novo,
Poderemos até nos encontrar de novo,
Pois acredito que os nossos destinos
Já foram traçados por todos
Os Deuses do Universo que habitamos!

E assim, portanto, aquela vida
Que tanto sonhamos, em que nunca
Imaginamos dizer adeus um para
O outro, poderá acontecer
E tu viverás para sempre no meu coração!


ODONTOLÓGICAS


“A vida não precisa ser salgada e a Odontologia não tem que ser amarga! Apesar da cárie dentária, de vez em quando é bom um doce em nossas vidas!”



AS MINHAS ASB'S


As minhas ASB's são demais!

Enquanto uma ajuda pela frente,

outra limpa a cuspideira

e a terceira me serve por trás!

Calma, gente! É por trás

da cadeira odontológica,

ao pé da pia, coitada!

Lavando e escovando instrumentais!

É um esfrega-esfrega tão grande,

chega me dá é uma agonia!

A tristeza da pobre é tanta,

parece até com anemia!

“É o salário que é pouco, doutor!”

diz a que me serve pela frente.

Mas eis que de repente me viro

pra outra e peço:"Amor,

por favor, solte as minhas beiras!

Tá pensando o quê?

que sou a cuspideira?

Arre, égua! Assim não dá!!!”


O MEU CARQUEADO NO DENTINHO DELA


Foi gostoso, foi tão bom,

o meu carqueado no dentinho dela!

O meu carqueado no dentinho dela,

foi gostoso, foi tão bom!

Seu cheiro de talco pompom

empestou a sala, eu senti.

Que moça bonita, tão cheirosa,

igual aquela nunca vi!

Entrou mansa, toda dengosa,

de seios nus, chamando a atenção!

E eu, de fórceps na mão,

fiquei sem prosa, quase morri!

"Beemm, o dentista é aqui?"

Ela perguntou docemente

e eu de pronto respondi:

"Sim, princesa, é aqui sim!"

Eu gemia e ela gritava,

eu gritava e ela gemia.

O meu carqueado no dentinho dela

parecia até que era

o que ela mais queria!..

Tão bonita, tão gostosa,

igual aquela nunca vi!

E o meu carqueado no dentinho dela

juro que nunca esqueci!

Depois que tudo acabou,

não lembrei mais de nada!

Só sei que a danada

ficou foi toda banguela!..


OH MINHA LINDA E ADORADA CD


Oh minha linda e adorada CD,

gostaria muito de lhe dizer,

nestas mal traçadas linhas,

que ao toque de suas mãos,

tão cheirosas e bem limpinhas,

fico sem saber o que fazer!

Fico mesmo sem graça,

mas feliz, todo contente,

ao senti-la tocar-me

os dentes com os dedos

tão sábios, sutilmente,

e a examinar-me assim

tão suavemente!


Oh minha linda e adorada CD,

você é a flor que flora no campo,

o campo que é ninho de amor,

o amor que nasce da fonte

e a fonte que afugenta a dor!


3. Contos

         OS CASSACOS
    E O HOLOCAUSTO BRASILEIRO


4. História

   MANOEL URBANO
           ONTEM E HOJE

   AMAZÔNIDAS


5. Dicionário

          CEARENSÊS
A CULTURA DO POVO CEARENSE


   




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